Fato 1: em um campeonato que é uma verdadeira palhaçada, o torcedor acaba sempre fazendo papel de palhaço. E é aí que me encaixo perfeitamente. STJBambi com critérios diferentes e com a mão leve sempre para os mesmos, erros de arbitragens grotescos que dão margem a todas interpretações, mudanças das datas dos jogos para “corrigir” a grade da emissora que comprou o campeonato. Enfim, um teatro mambembe de péssimos atores.
Hoje fomos coroados com uma atuação de Simon que mereceria investigação policial. O roubo foi acintoso, as claras e na cara de todo mundo. Fora o gol anulado de Obina, Armero foi agredido com uma cabeçada por um jogador carioca, na cara do bandeira, e o trio se fez de morto. Será que o STJBambi pedirá as imagens dessa jogada ?
Hoje foi mais um desses jogos em que mataram um pedaçinho do meu coração de torcedor. Mais um campeonato manjado, onde o que importa não é só o que se faz dentro de campo e sim o poder corruptor dos bastidores. De uma só tacada, levaram os bambis à liderança e deram uma força para livrar a cara de mais um time carioca do rebaixamento, como fizeram contra o Náutico e a favor do Botafogo, uma ou duas rodadas atrás. O Palmeiras não passa de um Náutico nos bastidores do futebol. Desanimador.
O futebol na sua essência morreu. O que vale são os resultados arrumados. E não é de hoje que vemos o circo se armar no final do triste espetáculo. Nojento.
Fato 2: o futebol do Palmeiras fez água. Em um jogo onde o adversário lutava desesperadamente para não cair a 2ª divisão e não bastasse isso, tem um time fraco e que poderia ser envolvido por um futebol meia boca. E o único lance de perigo do Palmeiras foi o gol que Obina fez e Simon, ainda não se sabe a mando de quem, anulou.
Fora o lance de gol, o Palmeiras pouco chegou ao gol carioca. Eu não me lembro de nenhum chute a gol no 2º tempo. É muito pouco pra quem almeja o título. Em um lance emblemático no 2º tempo, o zagueiro do Fluminense fez um desarme em Figueroa e saiu vibrando como se fosse um gol. Aí a câmera corta para o rosto apático de Vágner Love, mostrando o desânimo, a falta de vibração do jogador. Love fez uma partida pífia assim como a maioria dos palmeirenses que entraram em campo. E Muricy, que mais uma vez esperou o time tomar um gol (numa falha de marcação ridícula, por sinal) para mexer na equipe. Sem falar que a única “arma” do momento é a bola parada, lembrando muito um certo por onde passou o técnico.Diego Souza, o maestro, mais uma vez escondido entre os inúmeros jogadores medianos que recheavam o gramado.
Triste fim de campeonato para o Palmeiras. Onde ficamos um turno todo na liderança e quando mais se espera de um time, ele entra em campo sem pegada, sem vontade, sem criação e pior, sem a liderança. Um técnico que demora eternidades para mexer no time. Uma diretoria que é tratada pior que a do Santo André nos bastidores e só reage depois do estrago feito. Desanimador.