Hoje, Evair Aparecido Paulino faz 45 anos de vida.
Evair, o matador, foi um dos maiores ídolos do Palmeiras e o maior camisa 9 que eu já vi jogar.
Começou a carreira como meia, nas divisões de base do Guarani. Antes havia feito testes no São Paulo, e não foi aceito. Quando se profissionalizou, em 1984, virou centroavante no Bugre a pedido do técnico Lori Sandri. Como meia, foi artilheiro em 3 temporadas na base bugrina e não foi difícil virar centroavante.
Foi vice-campeão e vice-artilheiro do Brasileirão de 1986. Artilheiro do Paulista de 1988 com 19 gols, Evair foi vendido para o Atalanta de Bérgamo. Após 3 temporadas, foi um dos ídolos dos nerazzurro, tendo Caniggia como companheiro de ataque e Stromberg armando as jogadas.
Em 1991, o Palmeiras fez um negócio da China. O clube italiano comprou Careca Bianchesi, outro ex-bugrino que fazia muitos gols no Palmeiras, por 700 mil dólares e deu Evair como moeda de troca.
Em 1992, foi afastado por Nelsinho Baptista (juntamente com o goleiro Ivan e o zagueiro Andrei) por deficiência técnica. Voltou quando Nelsinho caiu e Evair já tinha caído nas graças dos torcedores. No Palmeiras teve duas passagens, de 1991 a 1994, onde foi bi-campeão brasileiro e paulista (93/94) e campeão do Rio-SP (93). Foi vendido em 1995 para o Yokohama Flugels e voltou ao Palmeiras em 1999, depois de passagens pelo Atlético-MG, Vasco (onde foi mais uma vez campeão brasileiro em 97) e Portuguesa. Se consagrou no Verdão com a conquista da Libertadores em 1999, marcando um dos gols na final. Saiu no final do ano, insatisfeito com a opção de Felipão por Asprilla, na final do Mundial Interclubes.
Em 2000 foi para o SP, onde jogou pouco. Ainda teve boas passagens pelo Goiás, Coritiba e Figueirense, onde encerrou a carreira.
Em 2004, virou técnico do Vila Nova de Goiânia, onde chegou as finais perdendo para o CRAC. Também dirigiu o Anápolis, o CRAC e esse ano estava no Itumbiara, todos clubes goianos.
No Palmeiras fez 245 jogos e fez 127 gols, se tornando o 6º maior artilheiro da história do Palmeiras.
Evair não foi só um craque, foi um gênio da bola. Esse blog presta uma homenagem ao eterno Evair, o matador de defesas e goleiros.
Parabéns, Evair.
Quando ajeitei a bola na marca do pênalti, levantei a cabeça e vi na arquibancada os palmeirenses em pé – Evair, sobre o quarto gol que decretou a vitória diante do Corinthians e o campeonato paulista de 93 para o Palmeiras, depois de uma fila de 16 anos.
Gols de Evair na final de 93 e 94
Alguns gols do gênio da bola









