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Posts Tagged ‘Análise de botequim’

Esse ano foi um dos piores que eu já acompanhei como torcedor. Pior que 2002 quando caímos para a segundona. Vejamos:

– lideramos o Paulista de ponta a ponta, com larga folga. Nas semis, perdemos as duas partidas para um Santos que não fez frente aos gambás. Fim de campeonato melancólico.

– Na Libertadores, passamos fácil pela pré. Na fase de grupos, arrancamos uma classificação que parecia impossível, com um gol incrível de CX ao apagar das luzes em Santiago. Nas 8as, imaginávamos um time aguerrido pela forma como conquistou a classificação. Ledo engano. Passamos nos pênaltis após tomar um gol no final do 2ºtempo. Nas 8as, contra um adversário de tradição mas sem a mesma força de anos atrás, conseguimos entregar uma classificação que parecia certa. Fim de campeonato melancólico.

– No Brasileirão passamos 19 rodadas, ou metade do campeonato, na liderança. Sem falar nas rodadas no G4. No final, quando tínhamos tudo para abrir imensa vantagem jogando contra adversários muito mais fracos, o time virou o fio. E foi se arrastando nos últimos 8, 10 jogos, até conseguir a façanha de perder uma vaga na Libertadores dada como certa. Fim de campeonato melancólico.

Tenho 38 anos e me tornei torcedor no pior período da história do clube, na malfadada década de 80, também chamada de década perdida. Em 76, o último título, eu tinha só 5 anos e não tenho lembranças dessa época. Não fosse um tio fanático, que me levou em quase todos os jogos do Palmeiras na década de 80, vá saber se a essa hora eu estaria aqui, com um misto de frustração, indignação e tristeza pelo meu time. Esse time de 2009 é um dos piores que vi, o que mais estragos fez no coração de sua própria torcida. Torcida, diga-se de passagem, que esteve sempre presente, apesar do ingresso no Palestra ser o mais caro do país. Como disse o amigo Tito do Expatriated sobre os times da década de 80, “os times de 20 anos atrás podiam ser horríveis, mas eram compostos por homens. Muitos não sabiam jogar futebol, é fato. Contudo se esforçavam dentro de campo.”. Na época, as derrotas não eram tão doloridas(ok, 86 foi triste) como agora, com essas falsas promessas de dirigentes, falsos craques, time falso.

Recomendo a leitura do do post indignado do Tito. Concordo com quase tudo que ele escreve ali. Só tiro do balaio de jogadores que não prestam pra vestir nosso manto: Figueroa, Danilo, Maurício Ramos, Cleiton Xavier, Deyvid Sacconi e Ortigoza. Claro, deixando Marcos, Pierre, Wendel e Bruno, além de Valdivia e Kléber, jogadores que honram e honraram nosso manto. Outra: espero que ele reavalie sobre sua decisão de não falar mais do Palmeiras.

Tito, o amor que sentimos por esse clube é muito maior que meia dúzia de picaretas que não são dignos de vestir nosso manto.  Aqui é Palmeiras, meu camarada !

Leia aqui o post do Tito.

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Sou do tempo do verdadeiro futebol, onde tudo se resolvia dentro das 4 linhas. Os tribunais, se existiam, não eram mais notícia que jogadores. Os jornalistas vestais não usavam o manto do politicamente correto. Os jogadores estavam mais preocupados com o futebol e menos com o business.

Ontem, através do Twitter do @SeoCruz, pude ler um excelente texto sobre a violência dentro dos gramados. Na verdade o autor pede a volta da porrada nos gramados – Pelo fim do fair play: quero porrada nos gramados.

Qual palmeirense não se sentiu melhor com a eliminação do Paulista depois que Diego Souza aplicou uma rasteira no zagueiro santista, que entrou a mando do técnico Mancini, somente para tirar o melhor jogador do Palmeiras ? Aquela chinela (e o zagueiro batendo a nuca no chão) lavou minha alma, mesmo o time perdendo a chance de ir as finais do torneio. E a imprensa, sempre hipócrita, tratou somente da atitude de Diego Souza, que fez aquilo após ser provocado. A atitude dos zagueiro e técnico adversários não mereceram muito destaque entre os profissionais “especializados”.

Da mesma forma, fiquei de alma lavada quando houve uma briga generalizada contra os gambás, onde Edílson fez as embaixadinhas. Até nosso Santo correu atrás do goleiro adversário, que despencou na boca do vestiário.

Ou o inverso, quando Eric Cantona não gostou de ser xingado por um torcedor, deu-lhe uma voadora ali mesmo na arquibancada, no meio da fuça do sujeito.

Enfim, não quero fazer apologia à violência, somente concordo com o tudo o que o texto citado afirma. Porrada sempre fez parte do jogo. E não me venham os puristas com esse discursinho de que as brigas maculam a imagem do futebol.


“A violência nas arquibancadas cresceu na medida oposta ao afrescalhamento do jogo nas quatro linhas.”.

“Jogo de futebol não é espetáculo de ópera ou coisa parecida. É drama, epopéia, catarse coletiva e o escambau. Arquibancada é o melhor divã do mundo.”

“Sou, por isso, a favor de uma campanha contra o fair play da dona FIFA. Acho que precisamos incentivar a volta do conflito generalizado em campo – melhor estratégia para acalmar as coisas na arquibancada.”

Assino embaixo.

Fair play é o cazzo !


Não assista o vídeo abaixo se você for fã de Kakazinho:


As 5 maiores brigas do Palmeiras:


Você acha o futebol violento ? Não gostou dos vídeos ? Então seu esporte é esse.

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Elenco fraco, falta de comprometimento de alguns jogadores, bundões na diretoria de futebol, um parceiro que vê mais o Palmeiras como vitrine de jogadores e menos como parceiro, diretoria omissa na hora de chamar alguns na xinxa, técnico que escala/mexe mal e perdeu a mão do elenco, erros crassos de arbitragens, falta de poder de fogo nos bastidores (leia-se STJBambi), mudanças na tabela pela dona do campeonato para ajustes na grade de programação, falta de sorte. Afinal, de quem é a culpa por mais um final de ano vexatório ?

Na minha opinião, um pouco de tudo fizeram o caldo entornar.

Desde que eu acompanho futebol, não me recordo de um título tão entregue como esse. O Palmeiras ficou 19 rodadas, um turno inteiro, na liderança. Teve algumas rodadas “dadas” de lambuja pelos concorrentes diretos, teve gordura de sobra para queimar. E quando na reta final se espera um time mais maduro, calejado, acontece exatamente o contrário.

O Tânia Clorifila já havia escrito um ótimo texto – Palmeiras, o poderoso rival de si mesmo – lá no final de outubro, quando o time já dava mostras que algo de podre estava no ar.

Recomendo a leitura do ótimo texto do Tito – O último ato da Opera Buffa – sobre a falta da capacidade de planejamento da diretoria de futebol, que aí está a 3 anos.

Ontem fui dormir pensando porque todo final de ano é a mesma coisa. O elenco racha, o time perde o gás na reta final e mais um ano vai pro saco. Ano passado, apesar da banda podre, o Palmeiras ganhou de bandeja do Flamengo a vaga para Libertadores. Mas esteve perto de lutar pelo título. Em 2007, o time de Caio Jr deixou escapar uma vaga de Libertadores para ficar com a Sulamericana, no final do torneio. Sem falar em 2006, que o time terminou em 16º, o 1º fora do G-4.

Estamos patinando, ano após ano, montando e desmontando elencos. O Palmeiras virou o time do ano que vem.

 

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Mais uma vez deu pane no time do Palmeiras. Um time que até pouco tempo atrás era considerado candidato ao título, hoje não consegue sequer vencer os 4 últimos da tabela. Dessa vez  empatou em casa contra um rebaixado, com 1 a menos em campo desde o começo do 2º tempo.

O 1º tempo do Palmeiras foi varzeano. Me lembrou muito quando jogava bola no colégio, lá na 3ª, 4ª série, quando todos atacavam e defendiam, em bloco. Uma zona completa.

Com um sistema tão conservador, é um absurdo o Palmeiras tomar dois gols em 15 minutos de jogo, de dois jogadores típicos de série B (Arce, o boliviano, não o paraguaio) e Wilson. Tudo escancarado, todo mundo se atirando ao ataque, ninguém marcando os adversários. A tempos não via um show de horrores tão grande e com requintes de crueldade ao torcedor.

No 2º tempo, Muricy resolveu colocar Sacconi e o guerreiro Pierre nos lugares de Souza e Sandro Silva, respectivamente. Se Pierre não tinhas condições de jogar os 90 minutos, Muricy acertou ao colocá-lo no intervalo. Até porque nossos volantes estavam uma piada. Mas Sacconi não ser escalado quando precisamos tanto de um meia de ligação, é no mínimo suspeito. Será porque Sacconi não é jogador da Traffic ? Longe de ser um craque, é a única opção que temos para substituir CX. Mas Muricy prefere escalar um volante ou o ex-jogador em atividade Edmílson como organizador da bagunça.

Aliás, Muricy mais uma vez se mostrou covarde. E o Palmeiras parece que ficou refém do futebol de chuveirinhos. O 1º gol, que saiu de uma jogada pelo meio, deve ter levado nosso “coach” a depressão.

Desculpem a redundância, mas o juizão fez cagada porque foi cagão. Apitou impedimento de Danilo e depois de ver o bandeirinha correndo para o meio campo validando o gol, borrou as calças e não teve peito de manter sua marcação. Danilo não estava impedido e Magrão, antes de desistir da jogada, dá um passo atrás. Na minha opinião, não conseguiria dar o bote em Danilo e evitar o gol. E o juíz não sairia vivo se desse esse impedimento. Elmo errou ao apitar antecipadamente a conclusão da jogada e erraria se invalidasse o gol.

Que o Palmeiras fique na lembrança do torcedor do Sport por muito tempo. Primeiro eliminamos os pernambucanos nas 8ªs da Libertadores, em plena Ilha do Mangue. Agora os mandamos ao seu devido lugar, a 2ª divisão. É o castigo justo pra quem nos agrediu verbalmente, se achou no direito de inventar uma rivalidade conosco que nunca existiu e pra quem se achou grande. Grande só se for no seu estado. Chupa Beltrão, teu time é de 2ª divisão !

Esse jogo mostrou de uma vez por todas que:

  • não brigamos mais pelo título, apesar de ainda estarmos matematicamente na parada;
  • com esse futebolzinho o Palmeiras deve tentar a todo custo uma vaga na Libertadores. Perdê-la seria uma tragédia;
  • Alguns jogadores não merecem mais vestir o manto alviverde: Edmílson só afunda o time, Marquinhos é ridículo.
  • Alguns jogadores estão em uma fase de se lamentar: Maurício, Armero e Souza.
  • Outros se mostram leões nesses momentos: Marcos, Pierre e Danilo.
  • Os que merecem crédito: Figueroa, Ortigoza, Obina e Sacconi. Correram e se entregaram ao jogo. Faça-se justiça aqui. Bruno e Marcão estavam vibrando e sofrendo muito no banco. Quisera alguns jogadores em campo com esse mesmo sentimento.
  • A incógnita: DS. O que se passa com esse jogador ? Está com a cabeça na Europa ? Perdeu o tesão de jogar pelo Palmeiras ? Ou ele defitivamente não pode ser encarado como protagonista  ?
  • Muricy é cagão demais.
  • Belluzzo não merecia passar por isso, ver um time desse depois de colocar a cara a tapa.
  • A torcida que canta e vibra não merece isso. Todas as vezes que pediram para incentivar, a torcida compareceu, mesmo com grandes dificuldades de comprar ingressos a preços altíssimos. Alguns jogadores deveriam mostrar mais hombridade para representar essa camisa e essa torcida.

Marcos, depois de tantos anos de ótimos serviços prestados, não merece jogar com tantos bundões que não honram as calças e as glórias do clube. E o Santo mais uma vez desabafou nos microfones:

“…quando a coisa não dá certo, todo mundo passa correndo e eu fico aqui dando entrevista. Eu estou me cansando disso. Quando comecei a jogar no Palmeiras, fui cobrado desde o primeiro instante. Todos pegavam no meu pé. Eu vou me dedicar até o final. Mas não posso falar pelos outros.”

“Faz três meses que eu faço de tudo para motivar os jogadores. Já xinguei, gritei, passei a mão na cabeça, fiz carinho. Tentei de tudo, mas a coisa não muda. Jogar no começo do Campeonato Brasileiro de pontos corridos é fácil. Mas é na hora que precisa que a gente vê quem tem personalidade e quem não tem.”

“Tem cara que ganha R$ 40 mil, R$ 50 mil, fica rico, e vai pegar um monte de menininha por aí. Se o cara tem capacidade para fazer filho, tem que ter capacidade também para suportar a pressão que é estar no Palmeiras. Ficou muito fácil ser jogador. O cara com 20 anos se não ganhar agora, amanhã pode se transferir para o Corinthians ou outro clube. Não faltam times. Mas para mim, com 36 anos, ver um título ficar tão distante não é fácil. Eu não terei tantas outras oportunidades. Será uma das maiores decepções da minha carreira. Pelos últimos resultados, você vê que faltou personalidade. Para se formar um time competitivo, três coisas são fundamentais: treinamento, concentração e personalidade. Algum desses três pontos está faltando ao time neste momento.”


Só mais 3 desabafos:

  • Quem corneta Marcos não merece meu respeito;
  • Quem joga pedra no carro de Marcos e Belluzzo, além de ser gambá enrustido, deveria mofar na cadeia;
  • O que escrevo são opiniões pessoais e não verdades absolutas. Cada um vê as coisas do seu modo. Eu vejo que não temos mais futebol pra brigar pelo título, e que devemos dar graças a deus se os adversários pipocarem e nos colocarem no páreo novamente.


Acorda enquanto é tempo, Palmeiras !

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