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Posts Tagged ‘História’

No relativamente curto período em que defendeu o Palmeiras, de janeiro de 1956 a abril de 1958, Mazzola chegou a ser treinado por Mário Vianna, famoso como ex-árbitro, depois como comentarista, mas que em 1957 aventurou-se como técnico do Verdão. Segundo Mazzola, era um jogo contra a Portuguesa Santista, que Vianna assistia atrás de um dos gols do pequeno estádio Ulrico Mursa, grudado ao alambrado. A certa altura, depois de uma bola cruzada para a área e recolhida pelo goleiro da Lusinha, a voz do técnico começou a ecoar pelo estádio vazio, ordenando: “Acossa ele, acossa ele!”.

Mazzola confessa que não era muito do seu estilo aquela história de acossar o goleiro. Mas resolveu ir pra cima dele, só pra não ficar mal com o treinador. De repente, o goleiro da Portuguesa Santista se atrapalha com a bola e acaba entregando-a de presente nos pés de Mazzola, que só tem o trabalho de empurrá-la para dentro do gol.

Enquanto comemorava com os companheiros, Mazzola ainda teve tempo de observar a reação de Mário Vianna do outro lado do alambrado, que satisfeito e bem ao seu estilo, mãos erguidas para o céu, não parava de berrar: “Esse gol é meu! Esse gol é meu!!!”



História retirada das colunas do Celso Unzelte no Yahoo.   Clique aqui e confira as histórias do futebol.

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Hoje, ao entrar em campo contra a Portuguesa, São Marcos iguala em número de jogos o volante Galeano. Será a 474ª partida vestindo o manto alviverde, em quase 18 anos de clube.

Dentre os goleiros, Marcos é o 3º com mais jogos pelo Palmeiras, e só perde para Valdir de Moraes (482 jogos) e Émerson Leão (617 jogos).

A estreia do Santo aconteceu no dia 16 de maio de 1992, onde o Palmeiras enfrentou a Esportiva Guaratinguetá, em um jogo amistoso vencido pelo Verdão por 4×0.

Marcos, com a partida de hoje, entra no Top 10 dos jogadores que mais vestiram nosso manto.

Parabéns Marcão !

Confira a lista dos 11 jogadores que mais vestiram a camisa do Palmeiras em jogos oficiais:


Ademir da Guia, 1962-1977 e 1984 (901 jogos)
Émerson Leão, 1969-1978 e 1984-1986 (617 jogos)
Dudu, 1964-1976 (609 jogos)
Waldemar Fiúme,  1941-1958 (601 jogos)
Valdemar Carabina, 1954-1966 (584 jogos)
Luís Pereira, 1968-1975 e 1981-1984 (568 jogos)
Djalma Santos, 1959-1968 (498 jogos)
Nei, 1972-1980 (488 jogos)
Valdir de Moraes, 1958-1968 (482 jogos)
Galeano, 1989-1992 e 1996-2002 (474 jogos)
Marcos, 1992-2010 (473 jogos)

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No dia 24 de janeiro de 1915, o Palestra Italia fez o 1º jogo de sua história. O adversário escolhido foi o Savóia, clube da colônia italiana da cidade de Votorantim, cidade que na época pertencia a Sorocaba. A renda seria destinada à Cruz Vermelha italiana e haveria um troféu ao vencedor da peleja.

O fato curioso desse jogo, é que o Palestra Italia contou com 5 jogadores que na época defendiam o Corinthians, que não disputava o Campeonato Paulista de 1915 por ter se desfiliado da Liga. Na última hora o convite da APEA não aconteceu e o os alvinegros estavam só treinando. Fúlvio, Police, Bianco, Américo e Amílcar foram os oriundi que atenderam os apelos do Palestra Italia e reforçaram o time em sua partida de estreia. Bianco, o autor do 1º gol palestrino, já era atleta consagrado tendo vencido o Campeonato Paulista de 1914 pelo Corinthians. Outro atleta de renome que reforçou as fileiras palestrinas foi Vescovini, atleta do Paulistano. Vescovini não jogou na partida de estreia mas disputou o Paulista de 1916, marcando o 1º gol palestrino válido em uma partida oficial, contra o Mackenzie. Os outros voltaram ao Corinthians e Américo Fiaschi jogou pelo Palestra 10 anos depois, no final de sua carreira. Amílcar Barbuy, outro que voltou 10 anos depois já como ídolo corinthiano, permaneceu de 1924 a 1930 como centromédio e técnico. Do outro lado, Imparato que defendeu as cores do Savóia, jogou de 1918 a 1925 no Palestra Italia.


Ficha do jogo


Palestra Italia 2 x 0 Savóia
Taça Savóia
24/01/1915
Estádio: Castelões (Sorocaba)
Juíz: Sylvio Lagrecca
Palestra Italia: Stillitano; Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Valle; Cavinato, Américo, Alegretti, Amílcar e Ferré. Tc: Gambini.
Savóia: Colbert; Dindino e Silvestrine; Gigi, Zecchi e Fredrich; Imparato I, Cardoso, Ferreira II, Imparato II e Pinho.
Gols: Bianco (de falta) e Alegretti (de pênalti), ambos no 2º tempo.

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“Apesar de alguns tropeços no começo do campeonato, a equipe buscava se firmar. Foi quando, em 30 de junho de 1918, na partida entre Palestra Italia e Paulistano, válida pelo Campeonato Paulista, realizada no Campo do Jardim América, o sentimento italiano veio a tona e, devido aos inúmeros erros cometidos pelo juíz carioca Fausto Torres em favor do Paulistano, entre outras provocações feitas pelos dirigentes desse clube, dias antes da partida nos veículos de imprensa, jogadores e torcedores alviverdes envolveram-se na maior briga já vista, até então, no esporte paulista. O árbitro apanhou feito gente grande. A guarda montada precisou intervir. Era o orgulho do Palestra que tinha sido ferido.

Segmentos da imprensa e do próprio Paulistano haviam provocado a essência italiana daqueles imigrantes que se irmanavam na bandeira do Palestra Italia como se fora o elo que os unia à sua terra natal, Itália. A nação italiana havia sido humilhada, por meio das chacotas propaladas nas vésperas do jogo. Provocações de todos os tipos contra os torcedores e jogadores palestrinos, a fim de desestabilizá-los, foi o motivo maior que gerou um estado pleno de revolta, culminando com o mau resultado no campo de jogo, tornando uma simples partida uma questão de vida ou morte.”.

  • Trecho retirado do livro “Alma Palestrina” de Fernando Razzo Galuppo. (pág 34)

A mais de 90 anos as coisas continuam as mesmas. O Palmeiras (jogadores e torcedores) continua sendo tratado com chacotas por segmentos da imprensa, continuamos sendo prejudicados pelas arbitragens e a imprensa continua torcendo para o mesmo time. Se em 1918 a camisa que os jornalistas vestiam era do Paulistano, hoje é a do SPFC. E como todos sabem, quando o Paulistano fechou seu departamento de futebol, os atletas fundaram o São Paulo da Floresta, que virou o SPFC de hoje.

Ou seja, muitas coisas que vemos e nos indignamos hoje, os palestrinos já viam e se indignavam a 90 anos atrás.

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Em tempos bicudos (agressão de TO a jogadores, emboscada a ônibus do Palmeiras), vamos falar de assuntos mais amenos. Copio aqui da Revista do Palmeiras uma entrevista de Etelvina (Lili) Cervo, filha de Luigi Cervo, um dos fundadores do Palestra Italia.


Revista – Como era o seu pai, Luigi Cervo?
Lili – Meu pai era um homem muito austero e trabalhador. Amava o Palestra. Era um grande
orador e escrevia muito bem. Ele nasceu na Calábria, veio para o Brasil ainda garoto e morou parte da vida na região da Vila Mariana. Como perdeu o pai ainda adolescente, começou a trabalhar muito cedo, na Indústria Matarazzo. Trabalhou quase 35 anos lá, onde conheceu o Marzo (Luigi Emanuelle Marzo, um dos fundadores do Palestra Itália). Trabalhou também
com o Giuliano (Ernesto Giuliano, pai de Paschoal Giuliano, ex-presidente do Palmeiras), entre outros. Ele era muito próximo ao Conde. Papai nunca quis ser presidente. Ele sempre preferiu ajudar, dar conselhos, enfim, nunca teve apego ou interesse em ser presidente do clube que tanto amava.


Revista – O que ele lhe contava a respeito da fundação do Palestra?
Lili – Eles decidiram fundar o Palestra Itália pois não havia um grande clube da colônia italiana em São Paulo naquela época. O Palestra nasceu na Matarazzo, fruto de uma iniciativa de parte de seus funcionários. Não tem nada a ver essa história de que o Palestra é dissidência do Corinthians, não sei de onde tiraram isso. Nunca teve nada a ver com o Corinthians. Foi uma iniciativa de papai e seus colegas que tomou corpo e virou realidade. É muito claro isso: o Palestra nasceu na Matarazzo e, quando os italianos vieram excursionar em São Paulo [nota: o Torino e a Pró-Vercelli, em 1914], a ideia de fundar o clube finalmente foi posta em prática. Eles já pensavam assim antes, já tinham até feito um esboço de uma ata na casa da Major Maragliano. Essa ata
oficial que existe hoje, da fundação oficial, é que entrou para a história, mas papai dizia que o primeiro esboço tinha sido feito num campo de várzea que tinha perto de casa.


Revista – Quais as suas recordações a respeito do Palmeiras?
Lili – Quando eu era criança, me lembro dos jogadores indo lá em casa. Naquela época tudo era mais simples, não tinha essa estrutura que tem hoje. Eles [os jogadores] iam almoçar lá em
casa, me lembro de muitas vezes vê-los por lá. Eu sempre admirei o Oberdan. Ele foi um galã na época, um grande goleiro e um grande palestrino. Também gosto muito do Marcos, sou fã dele, nunca abandonou o clube, mesmo nos momentos difíceis. Acho que nós, torcedores,
sempre temos que apoiar os jogadores. Não gosto quando eles são vaiados, a torcida tem que ter paciência, pois estão dando o seu melhor.


Revista – Qual foi a reação do seu pai quando da mudança de nome de Palestra para Palmeiras?
Lili – Papai ficou triste quando mudaram o nome de Palestra para Palmeiras. Ele não se conformava que as pessoas não entendiam que Palestra não era uma palavra italiana (palavra de origem grega). Tinha muita perseguição naquela época da guerra. Meu irmão teve até de mudar
de nome, de Domenico para Domingos, porque não podia mais ter nomes com alusão à Itália. Foram tempos difíceis e papai ficou muito magoado com isso. Até vá lá que tirassem o “Itália” do nome do clube, porque naquela época não podia, mas tirar “Palestra” foi um exagero.


Luigi Cervo, pai de Lili e um dos fundadores do Palestra Italia

Luigi Cervo, pai de Lili e um dos fundadores do Palestra Italia

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Quando eclodiu a 2ª Guerra Mundial, aliada ao Japão e a Alemanha, a Itália se tornou inimiga do Brasil que apoiava as Forças Aliadas. No caso do Palestra Itália e de outras agremiações esportivas a solução seria a mudança de nome. Aos que não adotassem, a  ameaça do governo Getúlio Vargas seria  de tomar-lhes o patrimônio.

Inicialmente a direção palestrina tentou “substituir” a palavra Itália por São Paulo, passando-se a chamar Palestra de São Paulo. Não deu certo e tivemos que mudar de nome novamente. O São Paulo Futebol Clube, então uma equipe simples, sem estádio, sonhava com o fim do Palestra para adquirir todo seu patrimônio. Na noite de 14 de setembro de 1942, quando o diretor de esportes da cidade de São Paulo, por telefone, em nome de “entidades superiores”, exigiu uma vez mais a mudança de nome. A situação não poderia perdurar por mais tempo.  O Palestra de São Paulo, invicto até o momento, precisava de paz para ser dono de mais um título. E Mário Minervino encontrou a solução: a partir de 14 de setembro de 1942, o Palestra de São Paulo, antigo Palestra Itália passaria a se chamar Sociedade Esportiva Palmeiras, inspirado na extinta A. A. das Palmeiras; e retirou-se o vermelho do uniforme.

Por coincidência a primeira partida da Sociedade Esportiva Palmeiras seria a disputa do título Paulista com o São Paulo. Inconformado com a impossibilidade de ficar com tudo o que pertencia ao Palmeiras, a diretoria são-paulina criou um clima de hostilidade antes da partida. Diziam que os paulistas deveriam encarar os jogadores do Palmeiras como inimigo da Pátria.

Foi quando entrou em nossa história Adalberto Mendes, militar apaixonado pelo nosso clube. Foi idéia dele que os jogadores entrarem em campo com a bandeira do Brasil. Quando entramos em campo o estádio por uns instantes se calou, mas em seguida aplaudiu efusivamente nosso atletas como Capitão Adalberto Mendes à frente.

O jogo foi fácil, 3 a 1 e tivemos a satisfação de ver São Paulo deixar o gramado antes do fim da partida; impedindo a cobrança de pênalti e uma goleada maior. Naquela tarde de 20 de setembro de 1942 entrou para a história a famosa frase…

O Palestra Italia morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão !

Arrancada Heróica

Texto e painel: Site Palestrinos


Campanha do Palestra/Palmeiras em 1942

Palestra/Palmeiras: 36 pontos – 20 jogos – 17 V – 2 E – 1 D – 65 GP – 19 GC – SG: 46

Goleadores:

  1. Lima – 15
  2. Cabeção – 12
  3. Cláudio Christovam de Pinho – 9
  4. Echevarrieta – 6
  5. Og Moreira – 6
  6. Waldemar Fiúme – 5
  7. Villadoniga – 4
  8. Pipi – 2
  9. Romeu Pellicciari – 2
  10. Américo – 1
  11. Del Nero – 1
  12. Gols contra – 2

Comercial (da capital) 0 x 6 Palestra de São Paulo
Portuguesa 1 x 1 Palestra de São Paulo
Palestra de São Paulo 4 x 2 Ypiranga
Palestra de São Paulo 3 x 0 Juventus
Palestra de São Paulo 3 x 2 Santos
Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway (atual Nacional da capital)
Palestra de São Paulo 2 x 1 Portuguesa Santista
Palestra de São Paulo 6 x 0 Hespanha (atual Jabaquara de Santos)
São Paulo 1 x 2 Palestra de São Paulo
Corinthians 1 x 1 Palestra de São Paulo
Palestra de São Paulo 3 x 0 Hespanha
Palestra de São Paulo 3 x 2 São Paulo Railway
Juventus 0 x 4 Palestra de São Paulo
Ypiranga 1 x 4 Palestra de São Paulo
Santos 2 x 5 Palestra de São Paulo
Palestra de São Paulo 6 x 0 Comercial
Palestra de São Paulo 4 x 0 Portuguesa
Portuguesa Santista 0 x 1 Palestra de São Paulo
São Paulo 1 x 3 Palmeiras (FINAL)
Corinthians 3 x 1 Palmeiras


Final:
20/09/1942 – Pacaembú
Juíz: Jaime Janeiro Rodrigues

Palmeiras: Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio Christovam de Pinho, Waldemar Fiúme, Lima, Villadoniga e Echevarrieta. Tc: Del Debbio

Fujões: Doutor; Piolim e Virgílio; Lola, Noronha e Silva; Luizinho Mesquita, Waldemar de Brito, Leônidas da Silva, Remo e Pardal. Tc: Vicente Feola

Gols: Cláudio Christovam de Pinho (19), Waldemar de Brito (24) e Del Nero (42) do 1ºt; Echevarrieta (14) do 2ºt

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SEP foi Brasil em 65

Valdir de Moraes, Servílio , Julinho Botelho, Valdemar Carabina, Ademir da Guia, Djalma Dias, Djalma Santos, Rinaldo, Ferrari, Dudu e Tupãzinho

Ilustração: Baptistão, site Palestrinos.

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