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Posts Tagged ‘Peñarol’

Os torcedores uruguaios, assim como os brasileiros, são conhecidos mundialmente pela sua paixão pelo futebol.

No Uruguai, Peñarol e Nacional são os maiores rivais e os que dividem o coração do torcedor. Na verdade os hinchas do Peñarol são maioria no país e levam ligeira vantagem sobre o oponente. Em 2006 o jornal El Observador fez uma pesquisa que revelou que 45% dos entrevistados torciam para os carboneros, enquanto 35% eram torcedores do Nacional.

O Peñarol é conhecido por algumas alcunhas como Manya, Carboneros e Aurinegros. O apelido de Carbonero vem das origens na época da fundação do clube em 1891. Os fundadores eram funcionários da Companhia Uruguaia das Estradas de Ferro (CUR – Central Uruguay Railway Company) e os jogadores eram todos carvoieiros, ou seja, os encarregados de jogar carvão na caldeira dos trens).

O canto da massa #3 é dedicado aos hinchas do Peñarol, um dos gigantes do futebol sul-americano. Agradeço ao amigo Mateo, um **Manya que me ajudou muito dando várias explicações sobre sua torcida.

“Hoje em dia a torcida do Peñarol não tem um nome específico mas seus torcedores são conhecidos como La Caterva Aurinegra, que geralmente ficam na Amsterdam. Amsterdam é o nome da tribuna popular do Estádio Centenário em Montevideo e é a parte do estádio onde ficam os maiores aficcionados pelo clube. Durante as décadas de 70 e 80, as torcidas de Peñarol e Nacional disputaram Amsterdam em vários enfrentamentos, era a tribuna mais cobiçada pelas duas torcidas. Desde os anos 90 até hoje, em cada clássico contra o Nacional (o clássico mais antigo da América do Sul e um dos mais antigos do mundo) os torcedores do Peñarol ficam na Amsterdam por “terem ganho” dos torcedores do Nacional (devido a superioridade numérica dos torcedores do Peñarol sobre os do Nacional). E quando estão nessa tribuna, os hinchas são conhecidos como “La Barra de la Amsterdam”.

Peñarol – La Barra de la Amsterdan

“Con Peñarol, yo voy a todos lados”


Jamás, jamás
Podrás tener la hinchada
que en las buenas y en las malas
Siempre estas con Peñarol

Con Peñarol,
yo voy a todos lados
siempre descontrolado
te quiero ver campeón

La Caterva Aurinegra fazendo aquecimento

La barra de la Amsterdan


**Manya. O apelido vem da década de 10 quando José Scarone, imigrante italiano e funcionário das estradas de ferro, era um apaixonado por futebol e aficcionado pelo Peñarol. Seu filho, Carlos Scarone, foi uma das estrelas do Peñarol e jogou ao lado do Maestro José Piendibene. Depois de uma passagem pelo Boca Juniors, Scarone estava de volta ao futebol uruguaio e foi preterido pelos dois grandes. O Nacional era um time da aristocracia uruguaia enquanto o Peñarol era o time dos trabalhadores, de gente mais simples. E quando Scarone comparou o salário que iam lhe pagar Nacional e Peñarol, não titubeou em escolher o Nacional. Para desgosto do pai torcedor dos aurinegros, jogar no Nacional seria uma grande traição. Ao ser questionado por essa atitude, Carlos Scarone disse: “A qué me iba a quedar en Peñarol, ¿ a manggiare mierda ?”. Com a deformidade do idioma, o manggia virou manya. E o que era para ser uma ofensa se tornou sinônimo de honestidade esportiva. Para os peñarolenses, vestir a camisa amarela e negra do time tinha um significado muito maior que a força do dinheiro. Era o orgulho de vestir a camisa de “un cuadro con sabor a pueblo”.

Muchas gracias a Mateo, Manyacapo.com y un saludo a todos los hinchas de Peñarol.

Da série “O Canto da massa“:

  • Liverpool fans – You´ll never walk alone
  • Mancha Verde, Palmeiras – Eu canto, eu sou Palmeiras até morrer
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